Vazio II
 
 
 
 
 

 

 

VAZIO II
      
Marilda Conceição
      

Choro!
Choro esse vazio que me invade.
Choro a dor dessa saudade.
Lágrimas correm fortes
como a correnteza dos rios.
Não sinto mais teu calor.
Tenho frio.
Foge-me a força.
Um nó se faz na garganta,
como uma forca.
Foge-me o chão.
Sinto um aperto no coração.
Não posso mais te abraçar,
nem sentir o calor
das tuas mãos a me afagar.
Choro!
Tudo a minha volta triste está.
Choro!
Silencio mergulhada nesse vazio
 a te procurar.
Meus olhos te buscam
sem te encontrar.
És agora uma estrela no céu a brilhar.

Em, 21/02/2004
  
Dedicado a você, minha amada mãe
       
      


 
TE AMO FILHA MINHA
 
Lilia Machado
      

 Minha filha,
Vejo a tua angústia de saudade
  E sei também do frio que a minha ausência dá
As lágrimas caídas dos teus olhos
São contas de dor nesse penar,
Se tudo te faz fraca... a fragiliza
Só o tempo vai te aliviar.

Nesse plano tenho o Pai que me assiste,
Me consola e me dá força pra seguir
Quando choro ele mostra, como em filme,
A nossa vida dentro do meu antigo lar
Os nossos momentos de carinho
E as histórias do amor 
Que Ele me ensinou a te ensinar!


No lugar do calor que eu te dava
Deixo as lembranças do convívio nosso
O nó que tu sentes na garganta
Passará com o tempo...
Isso eu te garanto!


O aperto do teu coração
E o chão que insiste em se arredar de ti
O meu Pai celeste vai dar jeito
São promessas d'Ele para mim


Precisava partir, minha querida
Pois o Pai que deu-me a vida e a ti
Precisava de mim em outro plano
Pra seguir a missão
Que me cabia... 
  

Há um projeto Soberano...  
Um dia tu saberás
Do que estou falando...
E neste dia, então
Hás de encontrar-me 
Para juntas 
Cantar hinos de louvor
E bendizer o Pai neste meu plano


Não chores filha minha
Porque estou com o Pai
E daqui de onde estou,
Estou lhe vendo...


Quando veres só o vazio 
Penses em mim, 
Que por perto estarei
lhe protegendo.
 


(Lilia Machado - Para Marilda Conceição)

 

 
 
Á Marilda Conceição
       
Rosa Magaly Guimarães Lucas
      
Eire
        

Amiga minha, choro contigo,
O teus vazios, tua saudade...
Eu te ofereço meu ombro amigo,
O maior símbolo dessa amizade,
         

Que eu te entrego, como um abrigo,
Para te amparar da dor que te invade...
Amiga minha, ouve o que te digo,
 Contra essa dor não há imunidade;
       
  
Somente o tempo nos traz o alívio
Da falta que faz o amor materno,
Ao apaziguar o que esse convívio
        

diário e puro, torna forte e eterno,
Alimenta-o, guarda-o, revive-o
Para sempre em nosso peito terno
 
 
 
 
 

 
 

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